decepção s. f.
Ilusão perdida; Desapontamento; Malogro de uma esperança; Desilusão.
Nunca me senti tão apta para escrever sobre a decepção como hoje. Sinto como se tivesse tatuado ela na pele e nunca mais fosse sair, já é parte de mim. É um tanto quanto desesperador e ao mesmo tempo reconfortante. Reconfortante pelo fato de que tenho a impressão de que não há nada mais que possa me machucar em grande proporção, afinal, já vivenciei dores maiores.
Por um ato excessivamente egoísta me recuso a fazer tanto e não receber nem metade
É a velha expressão de “ser um zero à esquerda”, de se sentir assim e por final se conformar com isso e perceber que tanto faz. Nunca fui acostumada a escrever em primeira pessoa, é difícil e parece falho.
É se sentir anestesiada. É exatamente essa a definição. Quando você parece estar em um lugar surreal onde as coisas que acontecem não conseguem te causar um efeito claro. E é isso que me preocupa. Eu idealizei tudo perfeitamente demais e a decepção me traz a anestesia e já não vejo sentido pra nada.
O olhar perdido, a prática de tarefas sem real sentido, o viver por obrigação. Você espera uma valorização que não vem. Você fala, fala, explicita, mas não é suficiente. Será que é necessário outdoor ou fogos de artifício pra demonstrar o quanto é importante atitudes tão simples, mas tão simples como uma visita surpresa ou um “eu te amo” no meio do dia? Não é difícil e não se gasta nem um real.
Nessa exato momento é viver por viver, não por apreciar.
- Mood:
apathetic
Resumindo tudo: morei 3 meses em Wisconsin Dells, conheci pessoas incríveis, sofri horrores de saudades, fiquei mais forte e aprendi muita coisa. No fim da viagem, meu namorado foi pra lá e viajamos juntos por Chicago e NY. Foi incrível. Voltei chorando por querer assumir meu lado americano por mais tempo, porém, tenho que me formar né? Depois disso, decido o que faço da vida e pra onde vou migrar.
Gostei mesmo foi de congelar diariamente, acompanhando os -30 graus Celsius, de conhecer pessoas do Brasil inteiro bem como dos Estados Unidos todo. De entrar em baladas proibidas pra menores de 21, e por aí vai. Não gostei nenhum pouco de sofrer de saudades, que para amenizar, eu tinha que passar horas e horas no msn a fim de sofrer um pouco menos. Mas até isso tem seus pontos positivos. Nada agora é grande demais pra abalar a relação.
O natal e o ano novo foram datas um tanto quanto depressivas. Acho que nunca damos o devido valor em estar ao lado da família quando nos encontramos longe dela. Felizmente fiz amigos incríveis que tornaram as festas um pouco mais alegres...
Basicamente foi isso. Voltei então pro Brasil, como já disse, chorando. Mas já estou conformada e no presente momento, tomada por uma gripe em função do tempo curitibano (frio-calor-frio) e por aí vai. Sem ter o que fazer resolvi atualizar isso daqui. Quem sabe faça-o com mais frequência daqui pra frente.
Vou voltar pros meus livros e para os remédios que me deixam parecendo uma zumbizinha.
- Mood:
cold
Oi gente! (:
Bom, vim avisar que como vocês podem perceber eu deletei praticamente todos os posts do meu livejournal, deixei só três, os mais recentes. Isso porque estou indo viajar e então postarei aqui as novidades sobre minha vida fora do país. E também porque aconteceram várias mudanças, vida nova, posts novos. Não costumo deletar as coisas que eu escrevo, porém, senti uma enorme vontade de apagar e pronto, apaguei.
Aguardem por mais novidades. 6 dias!
- Mood:
calm
- Mood:
blah
Tanta gente pensando coisa errada. Eu tô feliz, muito feliz, tô bem. Tem gente que tenta fazer com que a minha maré mude pro outro lado, mas não adianta, não vão conseguir.
Estou aproveitando minhas férias, ainda continuo com as duas faculdades, com o inglês e com o alemão. Ando saindo como louca, de segunda à segunda, conhecendo gente nova e mantendo os velhos amigos. Estou dançando, bebendo, rindo muito e deixando o tempo decidir o resto das coisas. (:
As coisas mudam muito em pouco tempo, assim como as pessoas. Aprendi a lidar com isso, mas não foi sozinha. Foi com muita gente do meu lado, me ouvindo e me apoiando. E por isso, estou tranqüila e me levando pelos bons ventos, ou fazendo o possível para isso.
Eu quero viajar o mundo todo, eu quero ver muitos rostos, eu quero ler muitos livros, ver muitos shows, conhecer novas bandas e fazer tanta coisa! A verdade é que os anos passam rápido demais pra nos darmos ao luxo de perdermos dias reclamando! Reclamando da vida, do peso, do carro, da casa, da roupa, da cor da unhas, do humor, das pessoas, da mulher, do homem, do cachorro, do vizinho! Não que temos que parar de reclamar. Na verdade, podemos protestar. Contra o governo, contra a sociedade. Mas reclamar... reclamar é perder tempo, sem agir pra mudar a situação. Eu já reclamei de muita coisa, e claro que às vezes, ainda reclamo. Mas entendi que tem muito mais pra fazer, pra curtir. É o que me faz mais feliz. Não reclamar tanto. Sair mais. Dar novas oportunidades à novos sentimentos, novas pessoas e novas descobertas. Então, parem. Parem de julgar a vida dos outros, parem de amaldiçoar a boa maré e vão perder tempo sorrindo. É tão mais valioso. Apreciem as novidades, assim como eu estou fazendo.
- Mood:
happy
